Este estudo teve por objetivo analisar diversos acordos preferenciais firmados pelo Mercosul com terceiros países ou grupo de países, bem como identificar potencialidades em futuros acordos como o caso da União Européia (UE) – principal parceiro comercial do Mercosul –, o Estado de Israel e os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). A principal conclusão, utilizando-se um novo indicador, o índice de Convergência de Política Externa (CPE), além de outros métodos, é a de que os acordos comerciais negociados pelo Mercosul com os países eleitos para a avaliação trouxeram ganhos comerciais, mas foram limitados justamente pelo aspecto conflituoso na eleição dos mercados a serem ofertados pelos terceiros países. Parece inexistir uma uniformidade entre os países do Mercosul para eleger os setores de acesso preferencial a serem alvos dos acordos de livre comércio. Em uma análise específica de um potencial acordo de comércio Mercosul/União Européia, a principal conclusão foi a de que o comércio entre Brasil e União Européia aumentou nos anos recentes, mas o padrão de comércio permaneceu inalterado. Complementando outros estudos efetuados em passado recente, esse resultado sugere que as negociações do Mercosul devam se concentrar no maior acesso aos produtos que já são exportados, em especial, produtos agroindustriais.
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Paper provided by Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA in its series Discussion Papers with number
1383.