A análise dos resultados eleitorais em Portugal, quer ao nível das eleições legislativas quer das autárquicas, reconhece, de um modo geral, a existência de zonas geográficas onde a influência dos diversos partidos, sobretudo de alguns dos principais, parece ser mais evidente. Sendo certo que aquelas zonas do território português se caracterizam por uma certa dinâmica, do ponto de vista temporal, e dependem, também, do tipo de eleição em causa, não deixa de ser também verdade que, de eleição para eleição, qualquer que seja o seu tipo, a análise criteriosa dos resultados eleitorais exige que se tenha em conta a componente espacial dos mesmos. Assim, o uso de técnicas estatísticas que explorem convenientemente a informação associada à localização espacial das observações, neste caso os resultados eleitorais, torna-se claramente recomendável. No prosseguimento de trabalhos anteriores, onde estas mesmas técnicas de estatística espacial foram também usadas, pretende-se agora mostrar até que ponto a variável espaço é importante para a explicação dos resultados eleitorais (para a Assembleia da República e para as Autarquias) que os principais partidos obtiveram nas eleições de 2005. Os resultados confirmam que a componente espacial não pode ser ignorada na explicação dos resultados eleitorais em Portugal.
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Publisher Info
Paper provided by University of Évora, Department of Economics (Portugal) in its series Economics Working Papers with number
01_2008.
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