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Tábuas de Mortalidade no Mercado Brasileiro de Seguros - Uma Comparação

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  • Kaizô Iwakami Beltrão
  • Sonoe Sugahara
  • Danilo Cláudio Da Silva
  • Elder Vieira Salles
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    Abstract

    A tábua de mortalidade para uma dada população é uma ferramenta importante nãoapenas em termos dos estudos atuariais e demográficos em geral, como também parapolíticas públicas e financiamento do setor privado para certos serviços ofertados nomercado. Devido a sua importância crucial na análise de problemas de diversasnaturezas, uma estimativa precisa é freqüentemente necessária.Tábuas de vida tornaram-se uma necessidade primordial para cálculos de segurosquando o assunto é pertinente a pessoas. Atualmente, o problema mais comumquando se lida com seguros, além da taxa de retorno, refere-se à escolha de uma tábuade vida adequada a uma dada população. O mercado de seguros brasileiro carece detábuas de vida para sua população e tem usado tábuas estrangeiras, desenvolvidas paraoutros países de diferentes culturas e experiências de mortalidade.Um trabalho anterior de Beltrão e Sugahara (2002a) constrói tábuas de vida paraconsumidores de plano de pensões privadas com base nos dados administrativos daSuperintendência de Seguros Privados (Susep) de 1998. Os mesmos autores tambémfizeram uso de informações fornecidas pela Siape para calcular a tábua de vida defuncionários ativos e aposentados do governo federal, desagregando informações porsexo e escolaridade [Beltrão e Sugahara (2002b)]. A vantagem em utilizar dadosadministrativos é que os numeradores e denominadores vêm da mesma fonte e osdados são coletados diretamente de documentos oficiais, evitando assim problemas decobertura e erro de dígito preferencial.Este texto sintetiza uma série de documentos que incluem tábuas de vida paraconsumidores de pensão privada e seguro de vida individual [dados para o período1998-2000, Beltrão e Sugahara (2004a e 2004b)] e seguros de vida em grupo e deacidente pessoal [dados para o período 1999-2000, Beltrão e Sugahara (2004c e2004d)]. Para cada uma dessas populações, a equação matemática sugerida porHeligman e Pollard (1980) foi interativamente ajustada aos dados. Essa equação temtrês componentes: mortalidade infantil, mortalidade por causas externas e mortalidadepor senescência. A primeira componente não pode ser ajustada com as informaçõesdisponíveis e só a mortalidade adulta/idosa foi estimada. Algumas comparaçõesdas tábuas assim obtidas foram feitas com outras tábuas em uso pelo mercadode seguros e a estimada pelo IBGE em 2000 para a população como um todo.Intervalos de confiança são fornecidos, como também a logverossimilhança dasdiferentes tábuas utilizadas com relação aos dados observados.Até mesmo para uma população razoavelmente homogênea, como a deconsumidores de produtos do mercado de seguros, existem diferenciais entre as váriassubpopulações. Para um dado produto desagregado por tipo de cobertura, os dadossão consistentes com a hipótese de que consumidores de produtos de previdênciaapresentam mortalidade mais baixa do que os consumidores de produtos vida. Osdiferenciais de gênero são também bem marcantes nos dados. The mortality table for a given population is an important tool not only in terms ofgeneral actuarial and demographic studies, but also for public policy planning andprivate costing of certain services. It is widely used for a number of situations rangingfrom forecasts and demand studies for health services, estimations of the school agepopulation and labor market, to cost estimates for social security and insurancepremiums. Due to its crucial importance in problem analysis of diverse natures, aprecise estimation is often required.This text compares period mortality rates obtained across different products andcoverage available in the Brazilian insurance market. Data for private pension (PP)and for individual life insurance (LI) products refer to a three-year period: 1998 to2000, whereas group insurance (GI) and personal accidents (PA), refer to the years1999 and 2000. With more data (for the coming years), we hope to estimate cohortmortality tables and extrapolate future trends in mortality. A mathematical equationwas interactively fitted to the data. This equation has three components: infantmortality, mortality by external causes and mortality by senescence. The firstcomponent cannot be adjusted from the available information and only adult/elderlymortality was modeled. The full model is:

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    Paper provided by Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA in its series Discussion Papers with number 1047.

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    Length: 52 pages
    Date of creation: Oct 2004
    Date of revision:
    Handle: RePEc:ipe:ipetds:1047

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    1. Dora L. Costa & Joanna Lahey, 2003. "Becoming Oldest-Old: Evidence from Historical U.S. Data," NBER Working Papers 9933, National Bureau of Economic Research, Inc.
    2. David McCarthy & Olivia S. Mitchell, 2003. "International Adverse Selection in Life Insurance and Annuities," NBER Working Papers 9975, National Bureau of Economic Research, Inc.
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