Tendo em conta que a teoria económica nos permitir encontrar argumentos explicativos para a existência de uma relação em ambos os sentidos, entre a alteração estrutural e o crescimento, o que procurámos avaliar, no caso da indústria transformadora Portuguesa, foi a forma como evoluiu a velocidade de alteração estrutural, e como essa indústria cresceu de 1996 até 2004, depois de um crescimento, que na década de noventa e segundo a Comissão Europeia, foi dos maiores registados na Europa, e que apesar disso, não se revelou suficiente para promover os necessários ganhos de produtividade. Com esta análise, acabámos por concluir, que com um crescimento e uma velocidade de alteração estrutural bastante inferiores aos dos anos noventa, e com indústrias que, até mesmo de entre as mais qualificadas do ponto de vista da qualificação das competências laborais tiveram uma evolução diferenciada, será difícil à indústria transformadora Portuguesa contribuir no curto prazo de forma significativa para melhorar a competitividade da economia portuguesa, face a algumas deficiências de carácter estrutural que procurámos identificar.
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Publisher Info
Paper provided by University of Évora, Department of Economics (Portugal) in its series Economics Working Papers with number
10_2009.